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RECORDAÇÕES DE UM BELO DIA...

Sep. 3rd, 2019 | 07:01 pm

... que já não sei quando foi porque não escrevi a data. Mas lembro-me bem!


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NA PRAIA LONGE DO MAR

Sep. 2nd, 2019 | 06:50 pm

A vida no interior é dura, o Verão é um calor que não se pode. Mas de molho está-se bem! Portanto fomos passar o fim-de-semana à praia fluvial do Alamal, com a sua bonita vista sobre o castelo de Belver. Começámos por dar uma volta no passadiço:

Depois fomo-nos esparramar na praia, de onde tentei mais uma vez reproduzir a belvista, desta vez pintada com lápis de cor. Mas depois decidi aguarelar e piorou:

De modo que decidi deixar-me de vistas e entreter-me a desenhar pessoas, agora com os lápis sem aguarelar:

Nisto, aparece um grupo e põe-se e dar um concerto em plena praia, fim-de-tarde adentro!

No dia seguinte ainda fomos fazer visita cultural pelas redondezas:

Mas o calor era tal que já nem energia havia para pintar. De maneiras que decidimos ir enfiar-nos de molho noutra praia, já no caminho de regresso:

E assim se despediu Agosto e entrou Setembro!

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FINS-DE-SEMANA SORTIDOS

Mar. 4th, 2019 | 07:06 pm

...a ir p'ra fora cá dentro:


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E AGORA PARA ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE

Dec. 16th, 2018 | 09:54 pm

A Lira costuma vir estagiar cá para casa quando está no cio, para não arranjar enredos com o cão lá de casa dela. Como é, digamos, um bocado volumosa e custosa de convencer a caminhar, nós aproveitamos estes estágios para a passear todas as vezes que podemos (e que ela se deixa arrancar dos braços de Morfeu):

[tenho que aproveitar para desenhar cães quando eles são assim dorminhocos, que é a única maneira de ficarem quietos o tempo suficiente]

Ora inspirada nestes eventos, mais na recente interpretação magistral do Cio da Terra pelas Vozes do Imaginário, aqui capturada num excerto do vídeo da nossa repórter ocasional / fã à força Vera Pessoa:

…resolvi fazer uma letra alternativa para esta bonita canção:

Cio da Lira

Passear a Lira
Recolher cada cocó da Lira
Forjar na Lira o milagre do cão
E se fartar de cão

Afagar a Lira
Conhecer os desejos da Lira
Cio da Lira a propícia estação
De passear o cãããão

Espero que o Chico Buarque e o Milton Nascimento não se chateiem… Mas o que realmente temo é distrair-me e começar a cantar esta versão no próximo concerto das Vozes do Imaginário!

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MUDEI DE RAMO POR UM DIA (e meio)

Dec. 11th, 2018 | 07:32 pm

Recebi um inesperado convite para participar como “sketcher em trânsito” num seminário internacional sobre mobilidade, representando a interface entre o desenho e a investigação científica. Bem lhes disse que não percebia nada daquilo, mas acabei por me deixar convencer… e não me arrependi!

Lá andei a desenhar mobilidades e obstáculos ao redor do encontro, e acabámos por perceber como o desenho de observação pode ser uma ferramenta valiosa em ciências sociais, porque permite o registo visual sem infringir direitos de imagem – pelo menos nos meus desenhos, onde ninguém fica reconhecível! Nem os carros!

Por exemplo, esta senhora das malas grandes também foi capturada em vídeo por outros participantes; só que, enquanto o desenho se pode publicar sem problemas, para publicar o vídeo teriam que encontrar a senhora (que ia com pressa) e obter a sua autorização, mais a das restantes pessoas apanhadas; ou então difuminar as caras e ficavam a parecer todos uns fantasmas. Os sketches dão-nos liberdade, artística e não só!

Quem havia de dizer que eu um dia ia encontrar uma utilidade para isto... Ainda acabo a trabalhar como sketcher para os sociólogos!

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O MELHOR ENCONTRO SKETCHER DE SEMPRE!

Oct. 1st, 2018 | 10:18 pm

…porque reuniu, num só evento, três das minhas coisas favoritas de todos os tempos: desenhos, memórias tradicionais, e bonecos de Santo Aleixo! Como, para grande desespero meu, não sabia se ia lá estar no próprio dia, comecei logo a desenhar bonecos (os originais!) na reunião preparatória:

NOTA: as cores originais podem ter mudado inadvertidamente (parece que a cobra afinal era preta)

Felizmente, no dia do encontro pude continuar a desenhar! Comecei por retratar o nosso anfitrião a dar-nos as boas-vindas e a enquadrar o evento:

[para quem não o reconhece neste desenho, é porque o fiz parecer mais novo]

Depois ainda fui lá acima tentar desenhar a “sala das máquinas”, mas entre o grau de enredadura das cordas e a alergia aos ácaros que lá andavam, fiz um desenho à pressa que nem se percebe bem o que é:

Depois, passei o resto do dia a desenhar personagens avulsos:

[era para desenhar o boneco inteiro, mas calculei mal e não me couberam as pernas]
[aqui tentei calcular melhor mas fui muito ambiciosa, eram dois bonecos num, e quem ficou sem pernas foi o cavalo]
[finalmente um boneco que coube inteiro, até ainda fui pintar a sombra e tudo -- depois arrependi-me mas já era tarde]
[esta também tive que perguntar quem era, eu com roupa não a conheci]
[este era um dos mais avançados tecnologicamente, fiquei meia hora a fazê-lo falar com as barbas a abanar]
[...e foi assim que descobri que Deus não tem braços]

Enfim, eram tantos que eu nem sabia para onde me virar, ainda ficaram a faltar muitos… por mim, ficava lá uma semana! Para o ano quero lá o encontro outra vez.

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SALAMANDRA, SALAMANCA

Sep. 9th, 2018 | 08:59 pm

Fui a Salamanca a um congresso de anfíbios e répteis, mas quase só consegui desenhar enquanto estava a comer outras espécies:

Entretanto, sempre consegui sentar-me também diante da emblemática Casa das Conchas, enquanto esperava por uma procissão que ia passar (havia festa):

Depois, na saída de campo a La Alberca, ainda desenhei também um par de casas da Plaza Mayor — com muita aldrabice, e nem o nome da praça tenho a certeza de que esteja certo...

[Se houvesse um passatempo de descobrir as diferenças entre este desenho e as casas originais, era uma tarde inteira só a listá-las]

...mas logo depois pimba, mais comida. É mais seguro: como entretanto já a comi, ninguém pode lá ir comprovar se o desenho está fiel ou não!

[Os mexilhões parecem batatas com casca, acho que é o meu record de desenho de comida que mais engana. Não tenho culpa se os espanhóis cozinham assim!]


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MAIS BALE TARDE QUE NUNCA

Sep. 3rd, 2018 | 09:56 pm

Já foi há tempos, mas houve um simpósio mundial de urban sketchers no meu querido e saudoso Porto a que eu não podia faltar! Meti mini-férias e rumei por aí acima para desenhar as ruas, praças e iguarias com que me deliciei durante 5 anos de residência na cidade dos tripeiros. Na Ribeira e até mesmo na Sé, agora pode-se passear sossegadamente sem levar uma única facada! Como mudam os tempos....

o gato ficou a levitar e quase do tamanho do guarda-sol... não sou eu que não sei desenhar, os gatos do Porto é que são assim!
os Clérigos em equilíbrio periclitante por trás do bairro da Sé... o pano do FCP é só para ser fiel no retrato, eu sou do Braga!!!
nunca tinha ouvido isto tocado num banjo americano!

A experiência gastronómica revivalista também não desiludiu! Não desenhei a francesinha porque fui desconcentrada pelos eléctricos a percorrer o passeio, mas desenhei as tripas (agora em estrangeiro!) e o pastel de Chaves! Mmmmmmm!...

desenha-se pior quando se está cheio de fome
o arroz ficou azul... o original era branquinho, aqui é que ficou mais portista
no Guedes já não se pode comer nada sem filas de uma hora (rais parta o Markl!), mas aqui pude reviver os meus almoços baratos de outrora

No fim, desenhei uma pequenina parte da enorme multidão que também por lá andou a desenhar a naçom! Bibó Puorto, carago!


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OS POPÓS DA IGREJINHA

Sep. 2nd, 2018 | 09:27 pm

Depois de serpentear pela Igrejinha à procura to famoso encontro de Renaults 4L que tínhamos para desenhar, lá encontrámos um mòlhinho delas perto da igreja — as poucas que tinham chegado ao fim do passeio sem avariar (não  sei se isto era para dizer aqui):

De qualquer forma, o importante era captar o Tomé, que foi a verdadeira estrela da tarde (e nem mordeu em ninguém!); e também a festa da Nossa Senhora da Consolação, que espreitava ao virar da esquina e soava nos altifalantes — estes passaram abruptamente do "pica do 7" para o "popó da namorada", mas pronto, faz parte.

Ainda fiz por desenhar alguns dos nossos popós desde ângulos mais favoráveis, a ver se nalgum se conseguia ao menos reconher a marca e o modelo, mas fui indo de mal a pior:

Felizmente, não tardou a hora de irmos cantar os parabéns aos encontros de 4L, comer o correspondente bolo e beber os correspondentes licores:

No fim, ainda demos um saltinho à festa da Nossa Senhora para comer os petiscos da praxe e desenhar as vistas:

Não foi bem um "slow eatinerary", mas andou perto!

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BADAJOZ À VISTA! (PRA QUÊ?)

May. 23rd, 2017 | 09:12 pm

Este fim-de-semana tivemos uma mini-série de workshops de desenho em Elvas! Só no sábado foram dois. O da manhã foi no Museu Militar. Tantas coisas desenháveis para tão pouco tempo!




De tarde foi no Forte de Santa Luzia - que também tinha muito que desenhar, mas eu parecia estar com uma fixação nos manequins:





No workshop de domingo, no atelier do oleiro Luís Pedras, o primeiro exercício era desenhar diferentes objectos de forma a contar uma história. Ora entre isto e a conversa prévia sobre o festival de banda desenhada em Beja, a história saiu-me com balões:



O segundo exercício era desenhar o processo de feitura de uma ronca de Elvas. Visto que estava lançada, continuei em modo urban BD, ou banda desenhada de observação. Mas esforcei-me tanto por manter a coerência visual do personagem, para se perceber que era sempre a mesma pessoa nos diferentes quadradinhos (com ajuda da camisola às riscas), que me esqueci da coerência da ronca, que emagrece e muda de forma forma de vinheta para vinheta. Paciência...




E assim terminou mais um fim-de-semana em beleza! Ainda houve também umas comezainas e tal, mas não cabem aqui os desenhos todos ;)

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