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Salamandra, Salamanca

Sep. 9th, 2018 | 08:59 pm

Fui a Salamanca a um congresso de anfíbios e répteis, mas quase só consegui desenhar enquanto estava a comer outras espécies:

Entretanto, sempre consegui sentar-me também diante da emblemática Casa das Conchas, enquanto esperava por uma procissão que ia passar (havia festa):

Depois, na saída de campo a La Alberca, ainda desenhei também um par de casas da Plaza Mayor — com muita aldrabice, e nem o nome da praça tenho a certeza de que esteja certo...

[Se houvesse um passatempo de descobrir as diferenças entre este desenho e as casas originais, era uma tarde inteira só a listá-las]

...mas logo depois pimba, mais comida. É mais seguro: como entretanto já a comi, ninguém pode lá ir comprovar se o desenho está fiel ou não!

[Os mexilhões parecem batatas com casca, acho que é o meu record de desenho de comida que mais engana. Não tenho culpa se os espanhóis cozinham assim!]


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Mais bale tarde que nunca

Sep. 3rd, 2018 | 09:56 pm

Já foi há tempos, mas houve um simpósio mundial de urban sketchers no meu querido e saudoso Porto a que eu não podia faltar! Meti mini-férias e rumei por aí acima para desenhar as ruas, praças e iguarias com que me deliciei durante 5 anos de residência na cidade dos tripeiros. Na Ribeira e até mesmo na Sé, agora pode-se passear sossegadamente sem levar uma única facada! Como mudam os tempos....

o gato ficou a levitar e quase do tamanho do guarda-sol... não sou eu que não sei desenhar, os gatos do Porto é que são assim!
os Clérigos em equilíbrio periclitante por trás do bairro da Sé... o pano do FCP é só para ser fiel no retrato, eu sou do Braga!!!
nunca tinha ouvido isto tocado num banjo americano!

A experiência gastronómica revivalista também não desiludiu! Não desenhei a francesinha porque fui desconcentrada pelos eléctricos a percorrer o passeio, mas desenhei as tripas (agora em estrangeiro!) e o pastel de Chaves! Mmmmmmm!...

desenha-se pior quando se está cheio de fome
o arroz ficou azul... o original era branquinho, aqui é que ficou mais portista
no Guedes já não se pode comer nada sem filas de uma hora (rais parta o Markl!), mas aqui pude reviver os meus almoços baratos de outrora

No fim, desenhei uma pequenina parte da enorme multidão que também por lá andou a desenhar a naçom! Bibó Puorto, carago!


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Os popós da Igrejinha

Sep. 2nd, 2018 | 09:27 pm

Depois de serpentear pela Igrejinha à procura to famoso encontro de Renaults 4L que tínhamos para desenhar, lá encontrámos um mòlhinho delas perto da igreja — as poucas que tinham chegado ao fim do passeio sem avariar (não  sei se isto era para dizer aqui):

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BADAJOZ À VISTA! (PRA QUÊ?)

May. 23rd, 2017 | 09:12 pm

Este fim-de-semana tivemos uma mini-série de workshops de desenho em Elvas! Só no sábado foram dois. O da manhã foi no Museu Militar. Tantas coisas desenháveis para tão pouco tempo!




De tarde foi no Forte de Santa Luzia - que também tinha muito que desenhar, mas eu parecia estar com uma fixação nos manequins:





No workshop de domingo, no atelier do oleiro Luís Pedras, o primeiro exercício era desenhar diferentes objectos de forma a contar uma história. Ora entre isto e a conversa prévia sobre o festival de banda desenhada em Beja, a história saiu-me com balões:



O segundo exercício era desenhar o processo de feitura de uma ronca de Elvas. Visto que estava lançada, continuei em modo urban BD, ou banda desenhada de observação. Mas esforcei-me tanto por manter a coerência visual do personagem, para se perceber que era sempre a mesma pessoa nos diferentes quadradinhos (com ajuda da camisola às riscas), que me esqueci da coerência da ronca, que emagrece e muda de forma forma de vinheta para vinheta. Paciência...




E assim terminou mais um fim-de-semana em beleza! Ainda houve também umas comezainas e tal, mas não cabem aqui os desenhos todos ;)

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CADERNOS DE LANZAROTE I

Feb. 15th, 2017 | 10:50 pm

Lanzarote é tudo cheio de vulcões....





...e de cactos e outras plantas gorduchas:





Tem pueblos com sítios muito giros...






...parte deles desenhados num encontro sketcher que a nossa amiga Bárbara Muller organizou para nos receber!!!

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CADERNOS DE LANZAROTE II

Feb. 15th, 2017 | 10:45 pm

[não cabia tudo num post]

Quando se viaja, deve-se comer iguarias locais.






No fim, fica-se cansado e eventualmente tem que se voltar ao aeroporto...





...até à próxima viagem!

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DESENHOS DE FIM-DE-SEMANA

Oct. 10th, 2016 | 10:03 pm

No sábado fomos até à Azaruja, beber uma mine num tasco onde já tínhamos desenhado antes, e desenhar também a praça de touros lá da vila:



No domingo, em S. Matias, decidi acabar finalmente um caderno, e também fazer finalmente o meu primeiro desenho panorâmico aproveitando toda a extensão horizontal do moleskine aberto. Foi pena foi a última folha ser ligeiramente mais amarela que as outras, pelo que isto em vez de desenho panorâmico parece um remendo... raios!



Mas nas costas da folha amarela ainda fui desenhar o último, mesmo último desenho do caderno! Capítulo fechado!



De volta a Évora, já ao lusco-fusco, ainda houve tempo para mais um desenho, noutro caderno que um dia destes também hei-de acabar:



E foi isto um fim-de-semana sketcher extra-oficial!

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ENTRE A PAREDE E A PAREDE

Sep. 27th, 2016 | 09:01 pm
location: Évora

Évora é tão amuralhada que por dentro da muralha há... outra muralha! Chamam-lhe Cerca Velha, mas também é de pedra e tem casas em cima e à volta. E torres. Neste fim-de-semana de (a)Riscar o Património, andámos a desenhar a cerca. Comecei pela torre a cuja sombra gosto de estacionar o carro quando o deixo à beira do Colégio do Espírito Santo:



Ainda deu tempo para dois dedos de conversa com a minha vizinha, que ia a passar. Depois fui desenhar a torre nas traseiras do Palácio dos Duques do Cadaval [a Carla Dias ainda veio fazer um desenho comigo!], para depois dar a volta lá acima desenhar também a parte da frente (acho):



À tarde, eu e a Carmo e o Pedro começámos a chegar-nos subrepticiamente para o centro, onde ainda desenhei (já claramente à pressa, até a caneta falhou!) a torre do Salvador, ao lado dos correios:



...de caminho para o nosso verdadeiro objectivo: o pedaço de cerca que ficou cercado pela Fábrica dos Pastéis!



Naturalmente, tivemos que comer um pastel de nata. Não íamos sair de lá de barriga a abanar!

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DAS TRIPAS CORAÇÃO

Sep. 20th, 2016 | 09:19 pm

Voltei ao meu saudoso Porto, desta vez no âmbito de um encontro de desenhos, e ainda arrastei a minha irmã e a minha prima! Devia estar distraída com as saudades porque não me saiu um único desenho que eu dissesse "sim senhor!", mas pronto...

Chegámos já a meio do primeiro dia, portanto comecei logo a desenhar de cima da ponte (quem é que me manda atrever-me com perspectivas difíceis...) e a estrear um dos lápis e um dos cadernos que nos deram:



Depois passei para Gaia desenhar barcos -- achei que ia ser mais fácil, mas também não me saiu um que se aproveitasse:




E ainda tive também a infeliz ideia de desenhar a vista da Ribeira, que obviamente não tenho paciência para reproduzir de modo a fazer-lhe minimamente justiça:



Ainda fiz mais uma tentativa minimalista de Ribeira, misturada com outras mini-palermices, já só a fazer tempo para ir para a prova de vinhos:



À noite fomos ao festival D'Bandada, ainda conseguimos entrar no concerto do Filho da Mãe, mas era ou no bar, a ouvir sem ver e a levar com barulho e fumo, ou nos camarotes, a ver o gajo a tocar mas sem ouvir nada!!! Surreal -- devia ter desenhado também, mas estava demasiado tolhida pelo espanto.

No domingo, novo dia velho caderno, para ver se me ajeitava melhor. Nem por isso. Comecei pelos Aliados mais a Praça da Liberdade (nunca sei onde acaba um e começa o outro):




...e depois fui para a Rua da Flores, desenhar ao som de um artista de rua com um miúdo, papagaios na cabeça e um acordeão de dar à manivela a tocar músicas da Amélie:



E pronto, basicamente foi isto, mais o desenho que fiz já depois do encontro, enquanto esperávamos pela nossa boleia de volta à terrinha:



Bibó Puorto, carago!!!

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FELIZES PARA SEMPRE!

Aug. 9th, 2015 | 05:54 pm

Fui ao casório de uma amiga de infância. Em condições normais seria uma seca monumental e interminável, mas desde que sou urban sketcher já nem sei o que é isso. Não levei caderno porque não cabia na bolsa fina de ir aos casamentos, mas levei caneta e mini-aguarelas e aproveitei o caderninho das canções da missa. Fiz mais desenhos que nos encontros de sketchers!










Agora acho que vou oferecer o livrinho de recordação aos noivos. Já vi prendas de casamento piores! (Mas não vos preocupeis, que também dei uma prenda a sério.)

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